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Oficinas Poéticas - Projeto OrÔ

  • 31 de mar.
  • 2 min de leitura




A manhã do dia 21 de março amanheceu em movimento no Espaço Cultural Machado de Assis, em Taguatinga. Entre chegadas, encontros e aquela energia de quem topa construir junto, o Projeto OrÔ realizou mais uma de suas ações — reafirmando, na prática, que a palavra quando é dita, também ocupa.

As Oficinas Poéticas reuniram um público diverso, curioso e, sobretudo, disposto. Gente aberta à escuta, à experimentação e ao risco bonito de criar coletivamente. Desde o início, já era possível perceber: não seria só mais uma atividade — era um encontro vivo.

Com Nanda Fer Pimenta, a palavra virou matéria. Entre papéis, dobras e costuras, os participantes experimentaram a encadernação artesanal como gesto criativo e político. Ali, cada livreto construído carregava mais do que textos — carregava intenção, autonomia e permanência.

Em seguida, com Cristiane Sobral, a poesia ganhou corpo e voz. A palavra falada atravessou o espaço com ritmo, presença e verdade, lembrando que poesia não se limita à página — ela respira, ecoa e se impõe quando encontra quem a diga.

Ao longo da manhã, o que se viu foi mais do que oficinas acontecendo. Foi a ocupação sensível de um espaço que, nem sempre, parece pronto para esse tipo de encontro. Ainda assim, entre uma atividade e outra, a poesia foi ficando — nas falas, nos gestos, nas trocas e até nos silêncios.

E talvez seja exatamente isso que faz o OrÔ seguir fazendo sentido: mesmo quando o caminho não se abre completamente, a palavra encontra frestas. E quando encontra, ela entra, se espalha e transforma.

No fim, ficou a sensação de manhã bem vivida — daquelas em que criar, ouvir e partilhar não são exceção, mas necessidade.



 
 
 

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